
Londres é o palco do maior acontecimento esportivo do mundo, as Olimpíadas, são transmitidos para quase 4 bilhões de pessoas em todos os cantos do mundo.
Mais que uma forma de demonstrar que o esporte continua e sempre estará vivo no coração das pessoas, as olimpíadas servem como palco de apresentação das mais novas e sofisticadas tecnologias atuais.
Talvez um dos símbolos que mais demonstra tamanha revolução tecnológica presente nos jogos olímpicos, seja a gigantesca BT Tower. Uma torre de 189 metros de altura que pode ser vista de qualquer ponto da capital britânica. Ela é responsável por toda a transmissão de dados e imagens, podendo transmitir até 30 Mbps de sinal em alta definição. Um verdadeiro marco para as telecomunicações.
Comunicação que não se resume a enorme torre. Segundo alguns cálculos de especialistas, estão sendo usados 900 bancos de dados para armazenar informações, além de 1000 dispositivos de rede e quase 10000 computadores. Tudo monitorado por 3500 especialistas em supervisão tecnológica. As linhas de códigos batem um recorde atingindo a marca de meio milhão.
O próprio estádio olímpico, palco da abertura e do encerramento dos jogos, é um exemplo do bom uso da tecnologia, dessa vez na engenharia da construção. O estádio foi completamente reformado, sua capacidade saltou de 25 mil pessoas para incríveis 80 mil espectadores. Tudo graças à uma estrutura superior que comporta mais de 50 mil pessoas e pode ser desmontada após os jogos.
Segundo os engenheiros responsáveis pelo projeto, a estrutura será desmontada e poderá ser usada em diversos outros estádios de todo o mundo. A ideia é servir como reserva de manutenção para eventos grandiosos como as olimpíadas e copas do mundo. O Brasil é provavelmente a próxima estadia da enorme estrutura de aço e concreto.
As inovações não param por ai, leitores biométricos de digitais e íris estão sendo usados para confirmar identidades e garantir a segurança dentro e fora dos locais de competição. Também estão sendo testadas novas formas de julgamento para as competições, que contam com câmeras e vídeos que podem ser revistos a qualquer momento, de acordo com a necessidade do juiz.
A meta é transformar Londres em um rival de grande porte para o vale do Silício, o maior polo tecnológico do mundo. As tecnologias estão em cada ponto dos jogos, até mesmo nas roupas e equipamentos usados pelos atletas e técnicos. O investimento de quase 11 bilhões de libras, cerca de 32 milhões de reais, fez com que o evento se torna um dos maiores aglomerados tecnológicos do mundo.